Os docentes efetivos do CCBEUC passaram por um processo rigoroso de seleção com critérios que avaliaram desde a proficiência no inglês escrito e oral (qualificação básica em que 90% dos profissionais interessados em uma vaga são reprovados), domínio da metodologia e de técnicas de ensino, atualização tecnológica, aptidão para a comunicação, capacidade de liderança, de trabalhar em equipe, de organização, entre outros. No entanto, para isso, não basta ter morado alguns meses nos EUA para se considerar professor. Para fazer parte do corpo docente, o candidato passa por seis etapas do processo de seleção. Entre elas, as análises do currículo, da redação e do formulário de Job Application onde constam informações típicas de currículo, por exemplo. Ele passa por uma entrevista oral e por treinamento supervisionado pelos coordenadores e supervisores.

Os profissionais do CCBEUC são qualificados pelo Examination for the Certificate of Proficiency in English (ECPE), certificado de proficiência da Michigan University. O exame, de nível avançado, é um dos certificados mais respeitados do Brasil e do mundo. O ECPE é fundamental para o currículo e representa um caminho para a obtenção de licenciatura em inglês. Assim, os professores são capacitados em todas as áreas – compreensão auditiva, comunicação oral, leitura, vocabulário e gramática. Com o avanço da tecnologia, também é exigido dos profissionais o domínio da informática.

Henry Grant, ex-coordenador acadêmico do CCBEUC, explica porque o conhecimento nessa área é importante. “Por já dominarem o assunto, nossos profissionais adaptaram-se facilmente às inovações tecnológicas implantadas na escola, como a lousa digital, por exemplo. Eles aprenderam a tirar o máximo proveito dessa ferramenta, abrindo opções praticamente infinitas no apoio às aulas, o que facilita o processo de aprendizado do aluno”, diz.

Segundo Grant, o Centro Cultural tornou-se referência entre os centros binacionais espalhados pelo País no que diz respeito à utilização da lousa digital em sala de aula, chegando até mesmo a ser convidado para ministrar curso para os profissionais desses centros e para professores de outras instituições. A qualificação mínima exigida pelo CCBEUC para as áreas de metodologia e gerenciamento da sala de aula é um bom curso de Letras, somado a dois anos de ensino em um curso de inglês. Professores sem esse requisito precisam ter mais anos de experiência em uma escola de ensino de segunda língua para conquistar o cargo. Do total de professores, 67% têm curso de Letras Inglês-Português e 8% cursaram outra área correlata. Cinco deles têm cursos de pós-graduação e três têm mestrado. Os outros 25% fizeram outras faculdades.

Além da capacitação acadêmica, o CCBEUC valoriza outras qualidades como perseverança, iniciativa e objetivos claros. “Estamos abertos para receber candidatos que, apesar de não terem Faculdade de Letras, apresentam capacidade e potencial para ensinar. Buscamos auxiliá-los no processo de amadurecimento profissional para que eles venham integrar nosso time de docentes, atuando de acordo com as normas e preceitos da proposta pedagógica da instituição”, explica Henry Grant.

Faz parte do processo de seleção um curso intensivo de mais de 90 horas para que o professor adquira domínio suficiente para poder acompanhar o curso e demonstrar sua aptidão ao final do treinamento para sua admissão. Outro aspecto avaliado é a personalidade, atitude e capacidade de liderança de cada candidato. O profissional deve demonstrar aptidão para lidar com relacionamento, ouvir e monitorar os sentimentos.

A capacidade do professor de entender cognitivamente e explicar as questões pertinentes da língua inglesa, bem como ser capaz de procurar aquilo que não sabe e transmitir conteúdos de forma eficaz para um público de inteligências mistas são requisitos importantes. “Apesar de todo o preparo e competência, nossos professores não atuam como estrelas na sala de aula. Eles sabem que não basta dar uma aula show para que os alunos aprendam”, afirma Grant.